Imagem topo

Revista Mundo MaisRevista Mundo Mais

Maio de 2012


Imagem topo
Destaque

Nas telas

Projeto implantado na cidade de Santos ensina jovens carentes a se tornarem protagonistas da própria história, por meio do cinema.
Leia Mais.

Educação

Educação

Rugby na comunidade
A paixão pelo rugby e a vontade de ajudar jovens e crianças carentes deu origem ao projeto Rugby para Todos.
Leia Mais.

Ideias

Ideias para o futuro

Consumo colaborativo
Movimento que estimula a troca e o compartilhamento de bens de consumo cresce no Brasil. O site DescolaAí é uma opção para entrar nessa onda.
Leia Mais.


Cultura

Meio Ambiente

Consciência verde
Fique atento ao descarte de alguns materiais, como pilhas e medicamentos, que podem contaminar o meio ambiente.
Leia Mais.

Negócios

Negócios Sustentáveis

Pegada sustentável
Marca de artigos esportivos lança programa que transforma tênis sem uso em energia.
Leia Mais.


+Números

O Brasil destinou à reciclagem mais de 320 mil toneladas de pneus em 2011. A quantia, que equivale a cerca de 64 milhões de pneus de carros de passeio, foi superior à de 2010, quando foram coletadas 311 mil toneladas.

+Notas

As Olimpíadas de Londres terão uma frota de táxis alimentados por baterias de lítio, que funcionam sem emitir um grama sequer de CO2. Além desse, estão em andamento na cidade outros projetos de transporte ecológico.


  

Câmera e ação

Instituto Querô incentiva os jovens da comunidade de Santos a revelarem os seus cotidianos por meio do audiovisual


Cultura

Tudo começou em 2004, quando o cineasta Carlos Cortez e a produtora Gullane estavam em busca de um grupo de adolescentes para compor o elenco do filme Querô, que trata da situação de exclusão de milhares de jovens no Brasil. Chegando à região portuária de Santos, no litoral de São Paulo, selecionaram 40 jovens de áreas carentes para participarem de uma oficina de preparação de atores.

O resultado da atuação dos jovens foi tão positivo que, após as filmagens do longa, foi criada uma segunda oficina, então voltada para a produção audiovisual. A empolgação dos jovens foi tanta que, com o apoio da Prefeitura de Santos e de algumas entidades e empresas, como a Alelo, as atividades passaram a ser realizadas constantemente. Desde então, os adolescentes fazem produções audiovisuais sobre temas variados. A seriedade com que os projetos são produzidos reflete-se nos prêmios que os filmes vêm conquistando, ano após ano, em diversos festivais. Além de ser uma atividade para os jovens carentes, o Projeto Querô já se firmou como escola de cinema e tem gerado experiência e oportunidades de trabalho.

De projeto a instituto

Com a iniciativa pioneira, o projeto deu origem ao Instituto Querô (www.institutoquero.org), que hoje realiza diversas ações visando à transmissão de valores, à liberdade de expressão e à geração de renda numa rede de experimentação de conteúdo audiovisual.

Uma dessas ações é o Querô na Escola, que consiste na realização de visitas à rede pública de ensino, durante as quais são exibidos filmes produzidos pelo Instituto. A ação conta com a colaboração dos jovens formados nas oficinas avançadas e com uma parceria com a Secretaria de Educação de Santos. Nos encontros, os estudantes e os educadores são convidados a produzir vídeos sobre a própria escola, o bairro e a comunidade.

As produções criadas nessas oficinas, realizadas em escolas, são postadas no blog do projeto e compartilhadas entre as instituições participantes, estimulando a expressão em redes sociais. Para Cássio Santos, de 23 anos, realizador audiovisual e integrante do projeto Querô na Escola, participar das oficinas é muito gratificante: "já conheci muitos profissionais que jamais imaginei que viesse a conhecer e, a cada dia que passa, aprendo algo novo. Toda essa experiência acrescenta muito à minha vida profissional", afirma. Já para o estudante de cinema Nildo Ferreira, de 23 anos, o projeto representa muito mais do que uma oportunidade profissional: "tudo o que sei sobre audiovisual, sobre as pessoas e os relacionamentos devo às oficinas do instituto", resume. É o cinema levando esperança para os jovens e ajudando a mudar o rumo de muitas histórias.


No campo e na vida

No projeto Rugby para Todos, a prática esportiva vai além do exercício corporal: jovens e crianças aprendem também a valorizar a cidadania.


Educação

Quem imaginaria que o rugby é o segundo esporte coletivo mais popular do mundo? Tanto isso é verdade que o seu número de adeptos cresce a cada ano, no mundo. No Brasil, a paixão pelo jogo de origem inglesa é responsável por levar cidadania para cerca de 200 crianças e adolescentes de Paraisópolis, bairro carente da zona sul de São Paulo. A iniciativa, batizada de Rugby para Todos, foi idealizada por Fabrício Kobashi e Maurício Alexandre Perez Draghi. Por serem jogadores do Pasteur Athletic Club, tradicional time de rugby, e moradores do Morumbi, bairro vizinho à comunidade de Paraisópolis, eles resolveram proporcionar a inclusão social por meio do esporte. "Criamos o projeto em 2004 e, desde então, aprendemos muito com a experiência de oferecer acesso ao esporte, lazer e educação aos jovens e crianças do bairro", conta Kobashi.

Além de aprenderem os valores e princípios do esporte, como união e disciplina, os participantes do projeto, com idade entre 7 e 18 anos, contam com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar formada por oito professores, três psicólogos, dois fisioterapeutas e um coordenador. Cada aluno é avaliado individualmente por toda a equipe. Nessa avaliação, são analisados aspectos como comportamento, aprendizado das técnicas do rugby e desenvolvimento psicomotor. "As aulas práticas são realizadas duas vezes por semana, com turmas formadas de acordo com o gênero e a idade dos alunos. Além disso, os jovens participam de torneios e de festivais de rugby. Oferecermos também passeios culturais, palestras e apresentação de filmes e vídeos", explica Kobashi.

Por aí

Neste ano, o Rugby para Todos passará a atender 400 crianças e jovens de Paraisópolis e a expectativa é de que, em breve, o projeto seja levado para outros locais, cujas condições socioeconômicas são semelhantes. "Criamos o Rugby Educacional, que foi aprovado pelo Ministério do Esporte e que será executado nas areias da praia de Copacabana para alunos da rede pública do Rio de Janeiro", comemora o jogador e idealizador do projeto.


Escambo digital

Para incentivar o consumo colaborativo, o site DescolaAí facilita a troca e a locação de produtos


Ideias para o futuro

Quantas vezes compramos algo sabendo que só usaremos uma vez? Ou ainda adquirimos um produto imaginando ser essencial para o nosso dia- a -dia, mas no fim acaba encostado em um canto da casa, só ocupando espaço? Foi justamente pensando em reduzir a compra e o consumo excessivo que surgiu o portal DescolaAí (www.descolaai.com), que une, de forma segura, pessoas que possuem coisas inutilizadas a outras que precisem delas, estimulando assim o reaproveitamento dos objetos.

A iniciativa, que acaba de ser lançada no Brasil pela GreenBusiness - holding focada em negócios sustentáveis, liderada por Gui Brammer - segue o conceito de consumo colaborativo, que propõe que os produtos sejam usados por mais pessoas, aumentando sua vida útil. Assim, no DescolaAí, os usuários podem alugar o seu produto sem uso ou trocá-lo por algo de que precisem. A prática, de acordo com Brammer, combina com as atuais demandas da sociedade por ações sustentáveis. "O empréstimo de produtos diminui a necessidade da compra, o que se reflete na redução da extração de novas matérias-primas. Além disso, o acesso aos bens também é um benefício social que traz ganhos à população", afirma o executivo.

Como funciona

O portal, que já conta com mais de mil produtos e 5.000 usuários cadastrados, traz desde livros e brinquedos até equipamentos para eventos e produtos eletrônicos. Ao se cadastrar, o usuário faz uma busca por um produto de que esteja precisando. O sistema, então, rastreia o banco de dados e identifica a pessoa mais próxima geograficamente que possa emprestá-lo. Assim que a oferta e a demanda são identificadas, os dois usuários são postos em contato e um código de segurança é gerado. A negociação do valor, o tempo do empréstimo e a entrega são definidos em comum acordo. O sistema também registra os dados do cartão de crédito do locatário e estipula um valor - que será usado como caução - para o caso de o produto ser devolvido danificado. Após a devolução, os dois participantes avaliam a atuação um do outro, criando assim um ranking com os usuários mais confiáveis.

Nova roupagem

Inicialmente criada na versão Beta, a plataforma já chamou a atenção de tantos usuários que está ganhando uma nova roupagem. "Estamos terminando a programação da versão 2.0 do site, que será muito mais amigável aos usuários e permitirá uma maior interação entre eles. No novo formato, cada usuário poderá construir sua loja virtual de aluguel e trocas de produtos, além de expor suas expertises e disponibilizar conhecimento aos outros participantes. Se uma pessoa, por exemplo, sabe fazer sushi e pretende ensinar outras, ela poderá também vender esse serviço no portal", explica Brammer.


Atitude responsável

Alguns resíduos especiais merecem atenção no processo de descarte do lixo


Meio Ambiente

Separar o lixo orgânico do que pode ser reciclado é uma ação que contribui para a preservação do meio ambiente, mas ainda não é suficiente para resolver as graves questões ambientais que acometem o planeta. Materiais como pilhas, medicamentos e equipamentos eletrônicos não devem ser jogados no lixo comum nem abandonados em qualquer lugar. O descarte incorreto desses resíduos pode contaminar o solo e levar graves danos à saúde, já que há substâncias tóxicas presentes em sua composição. E os malefícios não param por aí. Em contato com o lençol freático, os elementos químicos são absorvidos pelas plantas e, consequentemente, entram em nossa cadeia alimentar. Outro ponto a favor do descarte correto desses produtos é que, além de poupar desastres ecológicos, traz economia e aproveitamento de matéria-prima.

Para ajudar a conscientizar a população sobre o perigo, foram criados diversos programas que incentivam e facilitam o descarte correto desse tipo de resíduo. Exemplo disso é o Descarte Consciente (www.descarteconsciente.com.br), programa criado pela BHS Brasil, que auxilia no descarte de medicamentos. A iniciativa surgiu há cerca de dez anos com um ciclo de pesquisas que buscava informações sobre como os países desenvolvidos tratavam essa questão. A BHS Brasil, então, projetou uma máquina chamada Ecomed, que tem elevados mecanismos de segurança e rastreabilidade. "A Ecomed possui um sistema operacional que dialoga com o cidadão e registra tudo o que é descartado, proporcionando informações valiosas tanto para pesquisas quanto para índices de sustentabilidade", explica o Supervisor de Marketing do Descarte Consciente, Vinícius Fernandes de Oliveira.

Contando com a colaboração de empresas como a rede Droga Raia e o Walmart, nas quais estão disponíveis as máquinas em que os consumidores podem descartar seus medicamentos, a BHS Brasil acredita que a preocupação com essa questão tem aumentado, mas é necessário ainda fazer uma divulgação mais efetiva do assunto. "Só evidenciando o problema é que outras empresas tomarão conhecimento da gravidade dele e do quanto isso pode afetar nosso ambiente", afirma.

Onde descartar

- As fabricantes de celulares recolhem os aparelhos fora de uso e as principais operadoras recebem as baterias.

Samsung
(11) 4004-0000 e 0800-124421
www.samsung.com.br

Motorola
(11) 4002-1244 e 0800-7731244
www.motorola.com.br

Nokia
(11) 4003-2525
www.nokia.com.br

Claro
1052
www.claro.com.br

Vivo
8486
www.vivo.com.br

Tim
1056
www.tim.com.br

- O programa e-lixo maps recolhe pilhas, baterias, celulares e carregadores em mais de cem pontos na capital e municípios. www.e-lixo.org

- O Programa de Responsabilidade Ambiental Compartilhada recolhe baterias de carro em todo o País. (11) 3511-3889 e www.prac.com.br

- A Reciclanip dispõe de pontos de recebimento de pneus velhos. (11) 5102-4530 e www.reciclanip.com.br

- O Exército da Salvação aceita doações de equipamentos eletrônicos. (11) 4003-2209 e www.exercitodoacoes.org

- As lâmpadas fluorescentes podem ser entregues na Naturalis Brasil. (11) 4496-6323 e www.naturalisbrasil.com.br

- O óleo de cozinha pode ser descartado nas lojas dos supermercados Pão de Açúcar, Extra Hipermercado e Compre Bem.

- Os resultados de exames de raios X podem ser descartados no Hospital das Clínicas (11) 3069-6100 e www.hcnet.usp.br

Destino correto

Programa de logística reversa de calçados reverte tênis usados em energia


Negócios Sustentáveis

O que você faz com aquele tênis velho já surrado, que não tem nem coragem de doar para alguém? Que tal transformá-lo em energia? A iniciativa, batizada de Pegada Sustentável, é promovida pela Adidas, uma das líderes globais na indústria de artigos esportivos. Trata-se de um programa pioneiro no país de logística reversa de tênis, que visa minimizar os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado dos calçados esportivos, além de disseminar os princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos. "Com esse projeto, a Adidas do Brasil engloba mais uma parte da sua cadeia de valor com ações sustentáveis, ou seja, a destinação dos nossos produtos ao fim do seu ciclo de vida. Mais do que um compromisso de desenvolvimento sustentável, temos aqui uma iniciativa de cidadania corporativa", afirma Fernando Basualdo, Diretor-Geral da Adidas Brasil.

Para participar do programa, basta entregar o calçado, de qualquer marca, em uma das sete lojas e 11 outlets da marca, na capital ou na Grande São Paulo, e assinar um termo de doação do calçado para reciclagem. Todos os produtos entregues são encaminhados para a RCR Ambiental, empresa especializada em gestão de resíduos industriais. Ali, os tênis são triturados e viram fonte de energia para fornos de cimento. Todo o processo segue rigorosamente as normas da legislação ambiental vigente no Brasil.

Segundo os cálculos da Adidas, 5 milhões de pessoas passam todos os anos pelas 43 lojas da marca no Brasil, resultando em uma média de 800 milhões de pares de tênis consumidos anualmente. Desses, 120 milhões são esportivos, de modo que possuem vida útil mais curta, porque são mais usados e, consequentemente, vão para o lixo mais rápido do que outros calçados. O projeto é o primeiro da empresa de reciclagem de calçados em todo o mundo e a expectativa é de que, a partir deste mês, ele seja ampliado para o restante do país. Além disso, a ideia é levar o Pegada Sustentável também para outras nações, como o Reino Unido. "Essa ação é parte do nosso compromisso de dar continuidade aos programas globais e criar uma plataforma brasileira de sustentabilidade", reforça Basualdo.


imagem rodape

Edições Anteriores