
A troca de liderança gera uma nova dinâmica na equipe e pode trazer benefícios a todos.
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Cada vez mais comuns nas empresas, a depressão e o estresse estão levando trabalhadores brasileiros a procurar ajuda psicológica.
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Gênero popularizado no Brasil por radialistas na década de 60 se consagra no teatro.
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Nos últimos anos, intensificou-se a exigência de um ambiente de trabalho saudável dentro das empresas.
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Contratar uma empresa terceirizada reduz o custo e aumenta a qualidade do serviço, mas requer alguns cuidados.
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A terceirização traz à organização mais agilidade, especialização e uma visão estratégica
Com o intuito de trazer mais agilidade, flexibilidade e competitividade à empresa, a terceirização de serviços ou pessoas é uma decisão estratégica, que visa à modernização das relações empresariais. No entanto ela representa um dos principais desafios para as organizações, já que envolve muito mais aspectos do que simplesmente a redução de custos.
Maria Carolina de Souza, professora do Instituto de Economia/Unicamp e pesquisadora do NEIT/IE/Unicamp, revela que a vantagem de contratar uma empresa terceirizada está exatamente nos ganhos com a especialização. Segundo ela, em vez de investir recursos e tempo no desenvolvimento de uma determinada atividade, a companhia pode recorrer a empresas especializadas nessa atividade.
Em síntese, a especialista explica que "a terceirização é um meio adequado de aumentar a eficiência (e a eficácia) da empresa", mas não deve ser utilizada apenas como um instrumento de fuga de alguns custos. "Contratante e contratada têm responsabilidade e pressão demasiada sobre custos, o que pode resultar em perda de qualidade e até mesmo em prejuízo da imagem da empresa contratante", revela a professora.
A terceirização pode ocorrer para serviços de apoio esporádicos ou de manutenção, como jardinagem e restaurante, e também para os serviços altamente especializados. "Não é necessário que uma empresa seja excelente em tudo, que saiba fazer tudo internamente. Não é preciso ser totalmente verticalizada", defende.
De acordo com ela, as relações entre empresas podem ser um meio virtuoso de ampliar a competitividade. "O custo do fazer tudo internamente (verticalização) acaba tornando a empresa menos competitiva", afirma Maria Carolina. Ela mesma adverte, todavia, de que as relações entre empresas não podem ser de dominação, baseadas apenas na pressão do lado que tem mais poder de negociação sobre a parte mais frágil da relação.
Critérios de escolha
Escolher a empresa que prestará serviços para a sua organização requer alguns cuidados. A professora e pesquisadora dá as dicas: "verifique a situação econômico-financeira da contratada, apurando, por exemplo, se ela tem pendências bancárias com o fisco ou com a Previdência Social e averigue ainda quais são as condições de trabalho, suas instalações e seus equipamentos". Essas atenções podem garantir uma boa parceria e sucesso no trabalho realizado.
Por fim, é sempre bom relembrar a máxima "o barato sai caro", que é totalmente válida quando se discute a terceirização. "Se os ganhos forem derivados da especialização, serão legítimos e benéficos para a contratante, para a contratada e para a produtividade da economia como um todo. Mas, se forem apenas de pressão sobre os custos, em especial da mão de obra, os ganhos poderão ser apenas de curto prazo e gerar efeitos indesejáveis do ponto de vista social e também do desenvolvimento como um todo", conclui a especialista.
Por Roberta Yono Ebina *
O assunto já tem ampla literatura, como "Great Place To Work" e "As 150 Melhores Empresas para Trabalhar" e inúmeras entradas em sites de busca, que indicam milhões de informações sobre a forte demanda por um clima organizacional favorável em prol de ótimos resultados financeiros. O grande responsável pelo equilíbrio entre um ambiente de trabalho agradável e a alta performance é um só: o líder.
E o que realmente acontece no mundo corporativo?
Em uma pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Coaching, foi revelado que 84% das pessoas que trabalham nas empresas desempenham apenas 60% de seu potencial. Por quê? Qual é a relação disso com a liderança?
Segundo Abraham Maslow, todo ser humano almeja a realização pessoal, que só ocorre quando a pessoa está motivada e se sente pertencente a algo importante. Vale lembrar que a motivação é intrínseca, ou seja, não se consegue motivar alguém, mas, sim, estimular a pessoa.
O papel do líder é oferecer desafios aos seus colaboradores de forma a estimular a sua motivação e, ao mesmo tempo, dar sentido aos desafios oferecidos. Fazendo isso, o líder gera um forte vínculo do colaborador com a organização, tornando-o cada vez mais comprometido com os resultados a serem atingidos.
O verdadeiro líder põe de lado a sua própria realização pessoal e põe em primeiro plano os seus colaboradores. Ele os "empodera" e, com isso, gera um ótimo clima organizacional e resultados excepcionais. Dessa forma, para esse líder, o crescimento na carreira ou o aumento salarial são consequências do legítimo interesse do colaborador. Chefes e gestores não fazem isso e, se não o fazem, não podem conseguir a alta performance.
No Brasil, de acordo com o banco de dados da Muttare, consultoria de gestão, nos últimos cinco anos foram avaliados quase 1.700 gestores. Os resultados mostram basicamente dois estilos de atuação: o "modelador" e o "afiliativo".
Em 78,2% dos casos, predomina o estilo de liderança "modelador", próprio do gestor que consegue levar seus colaboradores a fazer suas tarefas da mesma forma como ele faria, não aceitando formas diferentes de execução. Quando não consegue convencer o colaborador a fazer do seu jeito, torna- se autoritário.
Em 66,8% dos gestores, predomina o estilo "afiliativo", próprio daquele que, com a justificativa de manter um clima agradável em sua área, evita o conflito a todo custo. Ele põe "panos quentes" em situações que demandariam um posicionamento e, como "protege" os seus colaboradores de pessoas ou situações "ruins", sua equipe tem grande dificuldade de crescer na organização.
Com esses resultados, podemos afirmar que o "modelador"" cria clones, evitando a inovação, e o "afiliativo" cria "aleijados", que não pensam por si. Os dois combinados fazem um grande estrago nas organizações. Esses estilos não agem com foco na visão da empresa nem de acordo com os valores dela, e sim por interesses próprios. Colocam a si próprios em primeiro lugar.
Portanto o que você gostaria de ter em sua empresa: gestores ou líderes?
(*) Roberta Yono Ebina é consultora-associada da Muttare, consultoria de gestão. Qualificada em MBTI e processo de executive coaching, conduz treinamentos de construção de time e programas de formação de liderança.
Vem crescendo o número de pessoas que procuram ajuda psicológica por conta de depressão e estresse causados por problemas no trabalho
Cobranças, excesso de tarefas, metas a atingir, prazos curtos, pressão por resultados. Esses são alguns dos problemas que fazem parte do cotidiano de milhares de trabalhadores pelo mundo afora. Enfrentá-los todos os dias é um desafio, porém a carga cada vez maior de responsabilidades vem fazendo com que cresça o número de trabalhadores com sintomas de estresse e depressão. Somente no primeiro semestre de 2011 a Previdência Social concedeu 109 mil auxílios-doença a trabalhadores que apresentaram sintomas de estresse - um aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.
Esses pedidos de ajuda à Previdência mostram que a população está mais consciente da necessidade de buscar tratamento. Grande parte dos casos, porém, só é tratada depois que a pessoa passa a apresentar algum problema orgânico, como dores de cabeça constantes e distúrbios do sono, ou sofre algum susto, como um infarto. "Essas manifestações são sinais de esgotamento físico e mental e demonstram que a saúde está comprometida. O estresse crônico pode levar ao surgimento de alterações neuroendócrinas e cardiovasculares", observa Lilian Sharovsky, professora do curso de Psicologia do Complexo Educacional FMU, de São Paulo. Segundo ela, os riscos de complicações aumentam se o indivíduo não pratica atividades físicas regulares ou tenta controlar o problema com uso de álcool, cigarro ou drogas.
Férias não bastam
Os casos de depressão acontecem por conta de uma série de situações que afetam a autoestima do funcionário. As mais comuns são insegurança quanto ao emprego, falta de reconhecimento, excesso de cobrança, impossibilidade de manifestar opiniões, exclusão na tomada de decisões, ausência de controle sobre a rotina e longas jornadas de trabalho. Com o tempo, a produtividade cai e o funcionário perde a motivação para trabalhar.
Para a psicóloga, tirar férias não resolve o problema: é preciso fazer um intervalo para se reorganizar física e psicologicamente. "Se não tratados, o estresse e a depressão podem não só comprometer a qualidade de vida, como também levar ao afastamento das atividades profissionais e até mesmo à demissão", diz Lilian Sharovsky.
Ajuda profissional
Para solucionar o problema, é recomendada a psicoterapia. "É um trabalho que permite maior autoconhecimento e também ajuda a enxergar o porquê da insatisfação com o ambiente de trabalho", ressalta a psicóloga. Nos casos em que os sintomas sejam intensos, há necessidade de intervenção medicamentosa prescrita por um psiquiatra, com ansiolíticos ou antidepressivos.
Fora do escritório, a ordem é relaxar. Praticar atividades físicas, buscar um hobby, sair com os amigos e manter atividades de lazer na rotina ajudam a melhorar a autoestima. "Deve-se também evitar levar trabalho para casa ou acessar e-mails durante as horas de folga", recomenda Lilian Sharovsky.
Para as empresas, a dica é investir na qualidade de vida dos funcionários. Mudanças no modelo e nas condições de trabalho, programas específicos de esporte e lazer e ações que contribuam para a valorização profissional podem ajudar a diminuir a incidência de doenças psicológicas. No caso de identificação de problemas individuais, deve-se sugerir ao funcionário a procura por um profissional de saúde mental para um tratamento individualizado.
Saiba reconhecer os sintomas
Depressão: tristeza, choro fácil, desmotivação, cansaço intenso, perda de interesse, angústia, desesperança, culpa, ideias de suicídio
Ansiedade: agressividade, irritabilidade, dificuldade de concentração e solução de problemas
Manifestações físicas: baixa energia, dor de cabeça constante, alterações no sono, dor de cabeça constante, dor de estômago, dores inexplicáveis pelo corpo, mudanças no apetite, problemas gastrointestinais e psicomotores, náuseas e palpitação.
Sucesso na televisão e na internet, o stan-up comedy atrai cada vez mais pessoas para o teatro
Basta um microfone na mão e muitas ideias na cabeça - e criatividade, é claro! - para artistas fazerem um verdadeiro show de humor, com muitas piadas e anedotas. Assim é o stand-up comedy, um humor de cara limpa, gênero que se popularizou nos últimos anos e ganha cada vez mais os palcos brasileiros.
Apesar de ter sua origem no final do século XIX, onde os espetáculos de humor eram protagonizados por mestres de cerimônias e os comediantes de rádio eram as grandes estrelas do gênero, no Brasil, o stand-up comedy só chegou na década de 60, sendo introduzido pelo ator, radialista e humorista José Vasconcelos. E deste segmento surgiram grandes nomes da televisão brasileira, como Chico Anísio e Jô Soares.
Nos últimos anos, o stand-up comedy ressurgiu com grande magnitude, concentrando audiência na internet, nos teatros e na televisão.
Mas o que atrai o público?
Para Fábio Rabin, que faz stand-up comedy há seis anos, a explicação é a correria e o estresse diários. "O publico busca diversão, rir da vida, fugir de sua rotina. É um ótimo programa. O humor deixa a alma leve, não só do público como também dos próprios comediantes. As pessoas estão em busca de alternativas e o stand-up é uma ótima opção, pois é original e mutável", diz Rabin.
A identificação do público com as histórias contadas pelo ator é outro importante diferencial que contribui para o sucesso do gênero. Por outro lado, o ineditismo também conta pontos na hora de arrancar a gargalhada da plateia. O humorista Diogo Portugal, por exemplo, diz sempre arriscar piadas novas. "Um material inédito é muito prazeroso, é como se fosse o combustível que move a máquina do humorista. Precisamos do ar fresco, de uma piada inédita para nosso prazer pessoal, afinal, sem prazer não há realização profissional", diz.
Os mais procurados
Dentre os espetáculos de stand-up mais procurados estão os de Danilo Gentili, Oscar Filho, Marcelo Adnet, Marco Luque, Diogo Portugal, Fábio Rabin e Guilherme Uzeda, entre outros. Fique sabendo da agenda completa de shows de humor no Brasil pelo site: www.standupcomedy.com.br/agenda
Assimilar a cultura da empresa é essencial para o novo gestor se adaptar ao ambiente de trabalho e obter resultados satisfatórios
Toda mudança pode fazer com que as pessoas se sintam inseguras e ansiosas ante o que está por vir, o que é perfeitamente normal. Mas, quando essa mudança se dá pela troca do líder, os sentimentos podem aflorar. Afinal, o que acontecerá daí em diante é uma pergunta que tende a demorar um determinado tempo para ser respondida.
O coach e professor Paulo Vieira de Campos, mestre em psicologia da educação, explica que, em uma equipe, sempre existirá a possibilidade de mudar a liderança, o que, por consequência, trará novas regras, novos procedimentos, novas normas, ou seja, um recomeço.
"O novo gestor terá que atribuir papéis e responsabilidades de maneiras diferenciadas, aliás, é para isso que existem mudanças. E isso demanda um determinado tempo", ressalta o coach, aconselhando que seja previsto um prazo de 90 dias, aproximadamente, para que a transição ocorra perfeitamente. De acordo com ele, o novo líder deve aproveitar esse tempo para pôr em prática alguns planos de ação.
Outra dica valiosa para o novo líder é gastar parte desses dias conhecendo as pessoas que trabalham com ele - não somente seu trabalho e sua rotina como também os seus valores.
Como conseguir o sucesso na nova posição?
Para responder a essa pergunta, é preciso fazer uma nova indagação: o que é sucesso profissional? Para Paulo de Campos, o sucesso parte fundamentalmente da interação entre três áreas. A primeira é a paixão, ou seja, aquilo que você gosta de fazer. A segunda é a habilidade, aquilo que você faz muito bem. E a terceira diz respeito ao papel e à responsabilidade que a empresa espera dos seus funcionários. Portanto, "se você faz bem algo de que gosta e ainda é o papel que esperam de você, a chance de ter sucesso é muito grande", afirma Campos.
Equipe também é peça-chave para uma transição tranquila
Quem ganha um novo líder deve estar atento a alguns passos. O primeiro deles é buscar conhecer o profissional que chega. O segundo passo, também muito importante, é tentar se fazer conhecer. Outro ponto levantado pelo coach é ter em mente qual é o seu papel na organização, bem como a sua contribuição para a área.
Na formação de um time de sucesso, existem quatro pontos levantados por Campos que agem igualmente quando o assunto em questão é a mudança de um líder.
1. É preciso ter objetivos claros: o que nós queremos fazer?
2. Competências críticas: o que precisamos saber para nos sairmos bem?
3. Função dos integrantes: é preciso que cada um saiba exatamente o que deve fazer.
4. Comunicação: a comunicação pode ajudar de maneira significativa ou atrapalhar de maneira implacável.
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